
"Eu nunca te preferi por causa dos seus trechos de livros, músicas, mãos dadas, dedicações corporais, gostos para poesias, diálogos inteligentes e comidas entregues em casa. Eu nunca te preferi por causa das suas histórias de aventuras ou do seu sucesso enquanto jovem talentoso e gato com carrão a apartamento no metro quadrado mais caro de São Paulo. Eu nunca te preferi como uma menina que te prefere porque você é um personagem muito trabalhado para ser preferível. Tudo isso era só uma boa música e uma boa fotografia e uma boa direção e um bom roteiro. Mas eu amava o negativo preto e branco e de ponta-cabeça. A fagulha de ideia da sua existência. O seu nariz aristocrático e a sua boca corada mesmo quando você empalidecia no começo da noite. Eu amava você dormindo, de barriga pra baixo, os cachos espalhados no meu nariz, o suor na nuca secando ao longo da noite, sua barriga enchendo de ar de forma errada porque você respira mal. Eu amava você chamando seu bruxismo de vampirismo e depois dizendo que eu te deixava muito nervoso as que você, na vida real, era muito esperto. Eu amava o medo que você tinha de eu te amar em tão pouco tempo e do sentimento ser grande o suficiente para eu perceber, colorir e decorar suas minuciosidades desimportantes. Amava sem você fazer nada, só respirando pesado, só lutando com seu peito angustiado, só perdido, só tentando ficar mesmo não sabendo como."
— As horas, Tati Bernardi
(Source: g-a-u-c-h-e, via abandonar-me)
"Você diz que ama a chuva, mas você abre seu guarda-chuva quando chove. Você diz que ama o sol, mas você vai para debaixo de uma sombra quando o sol brilha. Você diz que ama o vento, mas você fecha as janelas quando o vento sopra. É por isso que eu tenho medo, você diz que me ama também."
— William Shakespeare
(Source: o-padre, via casinoboulevard)
"Ser feliz é sentir o sabor da água, a brisa no rosto, o cheiro da terra molhada. É extrair das pequenas coisas grandes emoções. É encontrar todos os dias motivos para sorrir, mesmo se não existirem grandes fatos. É rir de suas próprias tolices. É não desitir de quem se ama, mesmo se houverem decepções. É ter amigos para repatir as lágrimas e dividir as alegrias."
— Augusto Cury
(Source: ROMULOASSIS, via embriagar-se)
"Vou lançar meu corpo, amor, na cachoeira dos seus segredos.
Reinventar as palavras que andam congestionando minha garganta, porque teimo em ser inverno quando necessita de um verão.
Lançarei, tenho dito, a uma queda tão profunda que voarei por você.
Sem data de partida ou chegada, apenas voarei.
Abrirei minhas asas nesse céu que nos cobre e saltarei por entre as montanhas, cortando esse seu medo em ser apenas meu.
Voarei até o mais alto dos limites, queimarei ao toque do sol.
Serei o lapso de clarão que explodirá seus olhos com a luz do nosso amor.
Lançar-me-ei, amor, e talvez não haja regresso, a morte assim será bem-vinda se a um beijo seu o fim for um sonho."
Reinventar as palavras que andam congestionando minha garganta, porque teimo em ser inverno quando necessita de um verão.
Lançarei, tenho dito, a uma queda tão profunda que voarei por você.
Sem data de partida ou chegada, apenas voarei.
Abrirei minhas asas nesse céu que nos cobre e saltarei por entre as montanhas, cortando esse seu medo em ser apenas meu.
Voarei até o mais alto dos limites, queimarei ao toque do sol.
Serei o lapso de clarão que explodirá seus olhos com a luz do nosso amor.
Lançar-me-ei, amor, e talvez não haja regresso, a morte assim será bem-vinda se a um beijo seu o fim for um sonho."
— Faah Bastos.
(Source: indomavel, via estrelejar)
"— Assim é a natureza do amor — disse Vashet. — Tentar descrevê-lo enlouquece uma mulher. É isso que mantêm os poetas rabiscando sem parar. Se um deles conseguisse predê-lo no papel, completinho, os outros pousariam suas penas. Mas isso é impossível. — Ela ergueu um dedo e acrescentou: — No entanto, só um louco afirmaria que o amor não existe. Ao vermos dois jovens se contemplando com o olhar derretido, lá está ele, tão denso que se poderia espalhá-lo no pão e comê-lo. Ao vermos uma mãe com seu filho, vemos o amor. Quando o sentimos a agitar-nos o peito, sabemos o que é, mesmo que não sejamos capazes de exprimi-lo em palavras."
— Patrick Rothfuss, “O Temor do Sábio”
(Source: flor-de-papel, via embriagar-se)
"E foi tão bom constatar que não me atinge mais. Não me entristece, não me aborrece, não me tira o sono. Passa por mim, mas, não me atravessa."
— Tati Bernardi.
(Source: its-dark-paradise, via g-a-u-c-h-e)
"Não sei dizer se eu fiquei mais forte ou se eu morri também!"
— Emicida
(Source: a-rezadeira, via contadordedecepcoes)
"Menos é mais na moda. Mas não na vida. Na amizade, no amor, no trabalho, na sua relação com você mesmo: o melhor é o limite. Nem menos, nem mais. O menos pega mal, a gente fica devendo, não se entrega, não vai com tudo, é negativo. O mais pode sufocar, amassar, atropelar as coisas, até matar. Por isso, o melhor é buscar o equilíbrio. Dar espaço para o outro, ter um espacinho exclusivo para você colocar as ideias em ordem, conversar com seus botões e zíperes. Porque a gente precisa de um tempo. Se dar um tempo. Se cuidar. Seu melhor amigo não vai cuidar de você. Nem sua mãe, pois você já é crescido. Nem seu amor. O ideal é você se pegar no colo e cantar uma música de ninar até adormecer. A gente merece esse carinho. Sempre. Porque no fundo é você e seu espelho."
— Clarissa Corrêa.
(Source: des-centralizar, via n-e-v-o-a-r)
"Eu tenho uma teoria! Os indivíduos se dividem em duas categorias: os ordinários e os extraordinários. Os ordinários são pessoas corretas que vivem na obediência e gostam de assim sobreviver. Já os extraordinários são as pessoas que criam alguma coisa nova, todos os que infringem a velha lei, os destruidores! Os primeiros, conservam o mundo como ele é. Os outros, movem o mundo para um objetivo, mesmo que para isso tenham que comer um crime, se aventurar!"
— Dostoiévski - Crime e Castigo.
(Source: trebienn, via filosofando-orgasmos)
"Nasce boneca, rostinho de porcelana, corpinho de pano. Da boneca, o pano vai se desgastando, rasgando, a porcelana racha, quebra a cara. Tenta se esconder achando que fuga é proteção, e de repente: Cadê a boneca que tava aqui? Fica sem graça ao perceber que não perde a graça trocando porcelana e pano por carne e osso, e aí já é tarde demais. Virou gente, e então fica tudo mais complexo, as coisas saem de controle. Aí diz uma coisa, repete, diz uma coisa, e nós aqui, vendo outra coisa. Contradição. Confusão. Como cantou Cazuza: Tuas ideias não correspondem aos fatos! E essa confusão grita aos olhos do público. Quem é você? Você sabe? O que você deseja? O que você faria se pudesse escolher, você sabe?"
— Pedro Bial.
(Source: a-q-u-a-r-e-l-a, via poetizando-me)
"Silêncio.
Café quente.
Tempo frio.
Chuva.
Saudade."
Café quente.
Tempo frio.
Chuva.
Saudade."
— Orquestrando.
(Source: orquestrando, via verborragias)
